Cadeiras

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Cadeira n. 70 – Silvia Helena Carvalho

Patrono da Cadeira n. 70: Pastor Paulo Leivas Macalão

Silvia Helena de Carvalho (pseudônimo Silviah Carvalho), nasceu em Goiás, em 7 de julho de 1970, filha mais nova de 7 irmãos. Morou um tempo ao relento até que o pai conseguiu emprego em Cuiabá/MT. Aí não conseguiu estudar, e aos 9 anos saíram para Rondônia. Fantasiava suas histórias com sua boneca, e guardava consigo, para que, quando aprendesse a escrever, passasse para o papel.

Ingressou na escola aos 10 anos de idade, onde se dedicou com afinco. Quando já sabia ler e escrever fez seu primeiro poema "Terra Natal". Começou a trabalhar com 11 anos.

Sempre fazia poemas, seus professores a incentivavam muito, até que um dia, aos 17 anos, quando trabalhava num despachante de automóveis, estava escrevendo e chegou um senhor que pediu pra ler o que escrevia. Era o poeta Dr. José Calixto, que lhe disse: "moça todas as quartas e sextas eu passarei aqui, tenha sempre um poema novo". Ele levou e passou a publicá-los no Jornal "O Estadão", o maior jornal de Rondônia e lhe deu um livro dele. A partir daí os poemas de Silviah eram usados nas aulas de português, para interpretação de texto e foi chamada para um entrevista no jornal, sendo publicada uma nota a seu respeito. Tomou impulso e continuou, possuía muitos poemas.

Casou-se e foi morar em Manaus/AM, onde escrevia menos, sendo seu tema predileto: o amor, apesar de seu marido não compreender esta sua paixão, o que a desmotivou. Viveram juntos 6 anos, ele adoeceu e faleceu com um câncer no intestino.

Após a sua morte entrou em depressão muito forte e parou de estudar, de escrever e trabalhar por cerca de 1 ano. Recuperada voltou a trabalhar e estudar, para terminar seu segundo grau (ensino médio). Antes de terminar fez um pré-vestibular para Teologia no IBADAM/AM, e passou em 8º lugar. Não sendo possível conciliar varias coisas pois trabalhava numa empresa de transportes como chefe de RH, não podia fazer a faculdade sem terminar o ensino médio, além de trabalhar com os jovens dependentes químicos, mais de 50 jovens, era líder do grupo que os buscavam nas ruas pelas madrugadas e cada dia aumentavam mais.

O diretor da faculdade na época disse pra fazer a faculdade e fazer objetivo, assim terminaria ao mesmo tempo, então fez isto por dois anos, era a única maneira pra não perder o emprego, o estudo e os jovens, de forma que seu tempo era totalmente consumido, tinha 5 horas de sono, não tinha sábado nem domingo, nem namoro, nada, entregou-se ao trabalho. Não conseguia esquecer o marido, por mais que não tivesse tempo, nesta solidão, mesmo rodeada de gente e muitas promessas de "amor" preferiu a solidão e um dia deixou tudo, jovens, emprego, estudo, família e foi para um lugar distante. Tinha 28 anos e só escrevia sua solidão, até que um dia fatídico a casa onde estava incendiou-se, sua sobrinha estava dentro, e no desespero, pegou no fio de alta tensão, perdendo a memória e ficando 4 anos sem a memória.

Perdeu muitas poesias sem saber se eram suas ou não. Não andava e nem falava. Recuperou-se e foi trabalhar na empresa do irmão (uma retifica de motores, como uma fonte de terapia, conhecer todas as peças de motores de todos os tipos de carros e outros e guardar na memória). Foi melhorando, quando se recuperou voltou a estudar, desta vez na CEIFA/FAIFA - GO, no geral FAIFA é faculdade por correspondência, mas em Manaus ela funciona normalmente, apesar de um pouco fraca. Abriu também o IBAD e Silviah migrou para ele, ganhou de um parente a edição de 2000 cópias do livro, das poesias que conseguiu recuperar em 2007. Destas, vendeu 1000 em menos de 3 meses, foi uma produção muito simples, não tinha ISBN e só conseguiu uma livraria que aceitasse.

Agora mora em Curitiba e ainda sem transferência, sem saber se vai poder terminar no IBAD ou se terá que procurar outra faculdade pra concluir os dois periodos que lhe faltam mais bacharelado.

Ela e sua irmã foram consagradas as missionárias pela CONAMAD a nível nacional, pelo trabalho que exerceram em Manaus. Está em fase de Abertura de uma fundação beneficente, um trabalho com recuperação de jovens, oficinas, artes, literatura, tudo que puder alcançar, graças ao auxílio de empresários donos de fabricas no Distrito Industrial, a ser montado em galpão para as oficinas, padaria, etc. 

Em Curitiba conheceu alguns grupos do Rio de Janeiro, Pó-de-poesia, Gambiarra profana (é só o nome, não são profanos), Folha Pataxó, Ventos na primavera, que divulgam, declamam, fazem musicas de seus poemas. Mesmo sem conhece-los pessoalmente este ano foram distribuídos dez mil zines com seus poemas na Baixada Fluminense, num evento, encontro de poetas e artistas plásticos, grupos de teatros e etc.

Participou do concurso de poesia para o dia dos namorado Radio FM/Jovem pan/AM em 2001, ganhando 1º,2º e 3º lugares.

Participou do concurso Brasil 500 anos da língua portuguesa, ficando entre os 10 primeiros lugares.

Possui poemas no livro Ventos na Primavera, de Arnoldo Pimentel/ RJ

Compositora, com mais de 30 composições, algumas ja gravadas por cantores cristãos e uma musica gravada pelo grupo Pó-de-poesia

Possui participação nos sites Recanto das letras: www.silviah.net, Jornal da Poesia, Rede Cultura, Para Ler e pensar, Clube de Autores, O melhor da web Espaço Literário, Pó-de-poesia, Gambiarra Profana, Folha Pataxó, Super texto, Poemas de amor, Pavilhão Literário Singrando Horizontes.

O SEU BLOG http://umcoracaoqueama.blogspot.com é muito visitado. São poesias dela e de outros poetas.

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