Cadeiras

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Galdino Andrade (1931 - 2002)

Patrono da Cadeira n. 25


Galdino Andrade nasceu no dia 29 de dezembro de 1931, na cidade de  Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, filho do médico Vicente Andrade e da professora Luzia Lisboa Braga Andrade.

Fez as primeiras séries do curso primário no Grupo Escolar Dr. Carlos Soares, de Visconde do Rio Branco, e em seguida mudou-se com seus pais para a cidade de Rolândia – PR, no norte do Paraná, em 1940. Fez todo o curso secundário no Colégio Paranaense-Internato,  na capital paranaense, onde ingressou em 1943, e em 1950 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, onde se formou em 1954, sendo um dos oradores da turma.

A seguir, radicou-se na cidade de Maringá, onde instalou seu escritório de advocacia, em abril de 1955. Desde essa época, exerceu ininterruptamente a advocacia e o magistério. Foi professor, por mais de trinta anos, de Português e Literatura de Língua Portuguesa, no Colégio Estadual Gastão Vidigal. Também lecionou na Universidade Estadual de Maringá, dando aulas de Direito Civil.

Escritor, dedicou-se à literatura desde o Curso Secundário, no Colégio Paranaense-Internato, onde colaborou na redação do jornal mural, denominado “O Anchieta”, participando também das sessões literárias da Academia Anchieta, grêmio literário dos estudantes do colégio.

Ao seu primeiro livro de poemas, publicado em 1968, intitulado “Eu te Amo, Maringá!”, seguiram-se mais seis de poesia, contos e novelas: “Efêmero” (poemas), “Caminho Enluarado” (trovas), “Poeira Vermelha” (contos), “Rio do Tempo” (poemas), “Sementes da Esperança” (poemas), “Flores para Dalva” (novela), “Memórias de uma Mulher” (novela) e “Vila Paraíso” (romance). Deixou, ainda, duas obras inéditas: “Sonhos Mortos” (contos) e “Sem medo de Amar” (romance).

Foi membro atuante da União Brasileira de Escritores, seção de São Paulo, e da União dos Escritores de Maringá,  e também da Sociedade de Cultura Latina do Paraná, do Clube dos Trovadores de Maringá e da União Brasileira de Trovadores (UBT), seção de Maringá, onde sempre participou da Diretoria.

Presidiu a União dos Escritores de Maringá (UEMA) durante os anos de 1996 e 1997, até a fundação da Academia de Letras de Maringá, da qual foi membro fundador e também seu primeiro presidente.

Foi sócio-correspondente de inúmeras academias e entidades literárias, situadas no Brasil e no exterior, com cujos escritores se correspondia assiduamente, numa incessante troca de livros e opiniões acerca de movimentos e tendências literárias da atualidade, no Brasil e no mundo.

Detentor de inúmeras láureas literárias, recebeu honroso convite da Embaixada Americana, no Rio de Janeiro, para ter seus livros integrando a Biblioteca do Congresso, em Washington, D.C.

Participou de várias coletâneas e foi vencedor de dezenas de concursos literários por todo o Brasil, inclusive com haicais.

Jornalista, colaborou na redação da “Tribuna de Maringá”, nos primórdios de Maringá, figurando depois como colaborador de “O Jornal de Maringá”, onde escrevia críticas literárias.

Foi, também, um dos fundadores da Associação dos Professores do Paraná e recebeu o título de Mérito Comunitário de Maringá.

Foi casado, desde 30 de janeiro de 1960,  com a professora Dylma Althair Castaldo Andrade, licenciada em História e Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Maringá.

Galdino Andrade faleceu em sua sempre amada Maringá, no dia 12 de agosto de 2002.


Fonte: Academia de Letras de Maringá

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